June 29th, 2008
Sabe aquelas ladainhas que sua mãe sempre diz: Meu filho, você já está meio mal, não vá sair a noite porque piora tudo!
Acreditem nela. No sábado, ou domingo, da semana passada, comi um super vatapá feito por um bahiano da gema, com direito a tudo, até o dendê. Como eu nunca havia comido aquilo e não tenho freios quando gosto de alguma coisa, acabei por comer 3 serras daquela massa homogênea com frango. E claro, tive uma noite de rei em que resolvi dormir na sala por ser mais próxima do meu objectivo noturno.
Já na segunda, apesar da pilha de trabalhos a minha frente, e a minha ainda indisposição pós vatapaística eu resovi ir a festa de S. João ao Porto. Sem dúvida uma festa muito linda, os 20min dos show de fogos sincronizados com uma selecção impecável de músicas deixou-me ainda mais maravilhado. Até mesmo as marteladas na cabeça e o alho no rosto passaram a ser uma experiência interessante, mas a chuva que pegamos durante toda a noite, em conjunto com meu estado pós vatapá deixaram marcas profundas na minha garganta.
Resultado, na terça a noite 38º de febre. Começa então a corrida para controlar a febre, de início a boa e velha novalgina, intercalada com o Tylenol para não derrubar muita a minha pressão e fazer com que eu me tornasse um zumbi. Para meu espanto pude ver que minha boa e velha dupla de zagueiros não conseguia segurar o ataque da febre por mais do que um par de horas. Foi quando minha experiencia falou mais alto, dei uma pigarreada, senti a garganta arranhando, tomei um banho e resolvi esperar pelo pior no dia seguinte.
Dito e feito, manhã de quarta: 38 de febre e uma dor insuportável na garganta, tudo parecia descer com unhas de gato. Hora de entrar em cena o antibiótico, Amoxicilina. Velha receita, um comprimido a cada 8 horas, e esperar 48h pelo resultado.
Entretanto, passa quarta, passa quase que completamente quinta e a dor de garganta não diminui, a febre insisti em superar meus remédios que a esta altura já estavam reforçados por uma pastilha para a garganta, mais comprimidos de Ibuprofeno 200mg, o que me tornava praticamente um Zumbi na mesma, dada a quantidade de remédios.

Foi quando resolvi engolir meu orgulho e procurar ajuda teoricamente especializada, fui ao médico.
M - Sua garganta está cheia de pús! (e eu olho pra ele com a cara de quem diz: Não! Sério!)
M - O Senhor vai ter de tomar umas injecções. (Foi quando eu pensei que era sacanagem e resolvi intervir)
T - Hummm errrr injecção?
M - Pois, 2 injecções de penicilina.
T - De penicilina?! Sr. Dr. não teria outra…. saída não?
M (me olhando com uma cara divertida) - Pra isso podias ter ficado em casa! já estás tomando o remédio certo!
Engulo meu orgulho, pego a receita e lembro do meu trauma com penicilina. Aqui um breve parentese, eu tomei bezetacil durante alguns anos, uns 4, quando da minha infância, e foram tantas e tão frequentes que elas pararam de fazer efeito em mim, de modo que quando eu tomava uma pra curar uma INFECÇÃO DE GARGANTA, eu provavelmente teria de voltar ao hospital para tomar outra. Desde então eu fiz um juramento dizendo que não tomaria mais bezetacil (aka penicilina) para combater infecções simples.
Mas não teve jeito, após conversar com minha mãe ao telefone e depois de escutar bastante a Nair me xingando, eu aceitei o facto e fui pra faca, ou melhor, pra agulha. E quinta feira finalizou assim: Febre, dor de garganta, corpo ruim, e os fundos doloridos.
Acordo sexta ainda com tudo isso, e já me preparando para a segunda dosagem, me dopo de remédios contra a febre e assisto um dia de aulas sem ter muita certeza se estava escutando mesmo os professores e colegas. Mais a noite, tomo a segunda dose e vou dormir com duas certezas, no sábado iria perder o encontro dos Alban no Porto, mas graças à peniscilina acordaria 100%. E salve a penicilina!

Adivinhem, eu não fui à festa… mas sabe aquela história dos 100%? não correu tão bem assim. Sentia que a garganta havia melhorado, mas ainda continuava a doer, sentia que a febre estava diminuindo, mas ainda ficava ali por volta dos 37 o dia inteiro, e uma dor no ouvido. Já pensando que mais uma vez não tinha adiantado nada virar uma peneira resolvi esperar por hoje, domingo para ver como acordaria.
Quase sem febre! já são quase 24h desde o último remédio, e ela se mantém abaixo dos 38, mas como a dor de garganta e de ouvido prosseguiam volto ao hospital e adivinhem: Afta na garganta causada por um vírus, que consequentemente causava dor no ouvido, se não bastasse ser uma doença rara, eu ainda pego ela duas vezes em dois anos. E só pra completar, meu dente ciso, resolveu encrencar minha vida esses dias, então devo ir ao dentista (ser que temo mais que tudo neste mundo), depois que a afta melhora.
É como disse-me uma amiga, é hora de fazer um backup do zin, formatar e instalar tudo de novo. Acho que seria uma boa saída para um nerd assumido!
Ps: Desculpem o post grande, mas era pra contar tudo….
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